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Preço de imóveis sobe pela 1ª vez em 3 anos, e podem aparecer bons negócios

"O comprador que busca um imóvel para morar vai encontrar um momento muito propício, porque os preços ainda não subiram muito, e as taxas de juros estão baixas", disse Abreu Filho. Segundo ele, também é uma opção comprar para investir.

Os preços dos imóveis tiveram, em 2018, o primeiro aumento depois de três anos em queda. É o que apontou o IGMI-R (Índice Geral de Preços Imobiliários - Comercial), índice que verifica a variação média nos valores de compra e venda de todos os imóveis comercializados por meio de financiamento no país.  Em 2018, o IGMI-R registrou alta de 0,64%, depois de quedas sucessivas desde 2015, apontando para uma possível recuperação. O índice é feito pela Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança) e a FGV (Fundação Getulio Vargas).


IMÓVEIS BARATOS O IGMI-R verifica a variação dos valores nominais dos imóveis, quer dizer, não considera a inflação do período. Como a inflação em 2018 foi maior do que a alta no preço dos imóveis (o índice oficial de inflação, o IPCA, registrou alta de 3,75% em 2018), o preço estaciona em relação ao poder de compra dos clientes. "Na prática, um apartamento que estava valendo R$ 600 mil em 2014, está sendo vendido pelos mesmos R$ 600 mil hoje", disse o presidente da Abecip, Gustavo de Abreu Filho. "A pessoa que tem um imóvel que vale R$ 1 milhão não quer vender por R$ 800 mil só porque há uma crise, então é comum que ela segure o preço. Com o tempo, a inflação sobe, e aquele valor vai voltando a ser viável." 


PREÇOS AINDA NÃO SUBIRAM MUITO " O comprador que busca um imóvel para morar vai encontrar um momento muito propício, porque os preços ainda não subiram muito, e as taxas de juros estão baixas", disse Abreu Filho. Segundo ele, também é uma opção comprar para investir.  "Os últimos três anos foram difíceis, e há uma demanda reprimida, mas as pessoas continuam a se casar, a separar, a precisar comprar um imóvel, e isso deve ajudar o mercado a se movimentar agora", disse Basílio Jafet, presidente do Secovi-SP (Sindicato de Habitação de São Paulo). Na estimativa do Secovi, as vendas de imóveis novos na cidade de São Paulo cresceram entre 10% e 15% em 2018.


SÃO PAULO EM ALTA, RIO EM QUEDA O IGMI-R é composto pela média da variação dos preços do mercado imobiliário em dez capitais. Em 2018, Salvador, com alta de 1,33%, e São Paulo e Fortaleza, ambos com aumento de 1,31%, lideraram as altas. Curitiba (1,17%), Goiânia (1,14%), Belo Horizonte (0,27%), Porto Alegre (0,4%) e Brasília (0,29%) também ficaram no campo positivo.  No Rio de Janeiro (-1,49) e em Recife (-0,22%) o índice seguiu em queda.


Fonte: UOL 



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