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Começo do ano exige organização maior das contas

Para fazer o diagnóstico do seu orçamento, basta anotar, todos os dias, o gasto com cada item domiciliar

O próximo ano ainda nem chegou e muita gente já está preocupada com as contas, sobretudo com aquelas típicas do período. Além da alta da inflação esperada para 2014 - que pesa mais nos itens alimentos e bebidas - o Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) será mais salgado para o contribuinte fortalezense.

Some-se a isso o Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), além da matrícula escolar mais a compra do material. Se for para colocar tudo na ponta do lápis, é "conta que não acaba mais". Por isso, o educador financeiro Reinaldo Domingos recomenda que antes mesmo de 2013 acabar, é necessário organizar o próprio dinheiro e planejar os sonhos a serem realizados no ano seguinte.

"É preciso fazer o diagnóstico financeiro e despertar melhor a participação da família junto ao orçamento, fazendo uma reunião com todos na mesa. Mas não será para cortar despesas, mas para listar os sonhos, desejos e objetivos", comenta.

Segundo ele, para fazer o planejamento, não é preciso cálculos. O método é simples. Basta anotar, todos os dias, o gasto com cada item domiciliar - desde o cafezinho até o dinheiro do lanche do filho.

Em um mês, será possível identificar onde estão os excessos. Reinaldo destaca que 26,5% dos gastos dos brasileiros são excessivos - desde a conta de energia até as compras de supermercado. "Desse excesso reduzido, sonhos e desejos de 2014 serão realizados. Se não se sabe o que quer, quanto custa e quanto se quer guardar, vai se passar mais um ano na inércia", diz.

De acordo com ele, que também é autor do livro Terapia Financeira, existem três tipos de situações: o equilibrado, o endividado e o investidor. No caso do equilibrado, destaca, por não ter reserva financeira, o risco de se tornar endividado é grande. "Por não ter poupado dinheiro, não vai ter recursos para pagar o IPTU, o IPVA e o material escolar à vista, não vai ter desconto e vai gastar mais dinheiro", comenta. Ele ressalta que, neste caso, é preciso perceber como se organizar para ir além do equilíbrio e conseguir poupar.

No vermelho

Para os que estão totalmente no vermelho, não é preciso deixar os sonhos de consumo de lado. "Esse inadimplente tem que colocar tudo na ponta do lápis e não adianta continuar fazer tudo do mesmo jeito. É preciso reunir a família e apresentar o problema: querem um ano igual, sem realizar sonhos, ou reduzir excessos para conseguir?", afirma. Canalizando os desejos, a motivação para alcançar o objetivo se torna mais fácil. Reinaldo ressalta que não adianta negociar as dívidas sem estabelecer, dentro das próprias contas, condições para quitá-las. Depois de diagnosticar a própria situação financeira, reestruturar as metas e estabelecer um orçamento que determine os objetivos, será possível poupar. De acordo com a situação financeira de cada um, uma porcentagem da renda deverá ser direcionada para os sonhos que virão junto com o novo ano.

GABRIELA RAMOS
REPÓRTER

OPINIÃO

Antecipação possibilita um janeiro tranquilo

Guardo o 13° para usar nas despesas do início do ano. Tenho um filho de 4 anos e fiz a matrícula dele no início de dezembro. Ainda não comprei o material, pois recebi a lista com os itens coletivos e vou pesquisar preços. Muita gente usa o "décimo" para adquirir os presentes de Natal, mas eu venho comprando desde outubro, para poder me programar. No caso do IPTU e do IPVA, vou esperar chegar os boletos. Se a diferença do valor parcelado for bem menor que à vista, vou optar por ela. Já comecei anos bem apertados, mas, aos poucos, aprendi e estamos colocando as contas em ordem.

Érika Cavalcante
Funcionária pública

Prepare-se para ´mordida´ de impostos mais forte

Ano novo não é sinônimo apenas de renovação dos sonhos, mas, também, dos compromissos financeiros. Logo nos primeiros meses ficam concentradas a cobrança de uma série de tributos, sobretudo de janeiro a abril, que vai desde o Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) e Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) até o Imposto de Renda Pessoa Física.

Atendimento na Sefin: dos impostos municipais, IPTU e CIP sobem logo no início do ano FOTO: FABIANE DE PAULA

Para o IPTU, o aumento na base de cálculo do valor venal do imóvel definido pela Prefeitura de Fortaleza estabelece variação de até 35%, podendo chegar a até 50% quando considerado a valoração por verticalização - que acrescenta 1% por andar no valor da unidade residencial localizada em prédios com elevador. Já o IPVA é a boa notícia de 2014 para o contribuinte, pois a redução média prevista pelo Estado é de 10,92%.

"No caso do IPTU, cabe ao contribuinte receber a cobrança e conferir se aquele valor corresponde ao do imóvel sobre o qual se está cobrando. Se houver divergência, é possível pedir impugnação", comenta o advogado e diretor do Instituto Cearense de Estudos Tributários (Icet), Schubert Machado.

Outro tributo que vai pesar mais no bolso do fortalezense é a Contribuição de Iluminação Pública (CIP) - cobrança mensal que vem junto com a tarifa de energia elétrica. "É até curioso e estranho esse aumento porque a informação que se tem hoje é que essa cobrança é superavitária. A lei determina que o valor arrecadado só pode ser gasto com iluminação pública, pois é um tributo vinculado. A Prefeitura não pode dar outra destinação", alerta o advogado.

Em relação à Contribuição de Melhorias, apesar de já ter sido aprovada, ele diz acreditar que o Estado ainda não deve cobrar no início do ano. "É um imposto mais complexo e precisa de um lançamento mais cuidadoso por parte do fisco. Mas percebe-se a intenção do Estado em fazer essa cobrança no ano que vem, já que se preocupou muito em publicá-la neste ano", informa.

Aumentos contínuos

Schubert destaca que, ao longo da história, a carga tributária tem aumentado continuamente e vem pressionado cada vez mais o contribuinte. "É muito difícil uma mudança para redução e é extremamente raro perceber um tratamento fiscal diferenciado para isso", diz.

Ele comenta que, quando acontece algum tipo de redução por parte do governo, ela é motivo para publicidade ampla. Um exemplo, destaca, é o caso do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). "Isso não só mostra que essa é uma iniciativa rara, mas que a nossa carga tributária é tão alta que o preço baixa drasticamente com a isenção do tributo", destaca o advogado.

Reflexão

Segundo Schubert, antes de ser um momento para refazer as contas e reclamar dos tributos, é um período de reflexão por parte do contribuinte. "A questão tributária é muito mais política do que jurídica. Nós brasileiros, cearenses, fortalezenses estamos deixando de lado a pressão sobre os nossos representantes no parlamento, para que eles não concordem com esses aumentos", diz.

Uma vez posta em lei, afirma, fica mais difícil do contribuinte entrar com alguma ação jurídica contra a aplicação do tributo. "Esse é um ano de eleição e é bom usar esse momento para lembrar disso", alerta. (GR)

verificação

"No caso do IPTU, cabe ao contribuinte receber a cobrança e conferir se aquele valor corresponde ao do imóvel"

Schubert Machado
Advogado e diretor do Icet 


Fonte: Diário do Nordeste

Publicado em 30/12/2013 às 09h40

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