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Valor do metro quadrado subiu 14,1% na Capital Cearense

Em dezembro do ano passado, o preço do metro quadrado variou 0,8% em Fortaleza, ficando em R$ 5.421

A pesar de não viver mais euforia experimentada há cerca de três anos, o mercado imobiliário de Fortaleza segue em expansão, tendo em vista aspectos como a grande demanda existente e a maior facilidade de acesso ao crédito. Com isso, o preço dos imóveis continua subindo e, em 2013, o valor médio do metro quadrado de imóveis prontos registrou alta de 14,1%, maior que a registrada no acumulado do ano anterior (11,1%). Os dados são do Índice FipeZap Ampliado, calculado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), em parceria com a Zap Imóveis, divulgado ontem.

O preço do metro quadrado anotado em Fortaleza em dezembro (R$ 5.421) foi o sétimo maior do País, atrás de Rio de Janeiro, Brasília, São Paulo, Niterói, Recife e Belo Horizonte FOTO: NATINHO RODRIGUES

Conforme o estudo, a variação anotada em Fortaleza no ano passado ficou acima da média nacional para o período (13,7%) e foi a quinta maior entre as 16 cidades pesquisas, ficando atrás apenas de Curitiba (37,3%), Florianópolis (17,9%), Vitória (16,9%) e Rio de Janeiro (15,2%). O aumento do preço médio dos imóveis prontos em Fortaleza também ficou muito acima da estimativa para a inflação oficial do País em 2013, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que deve ficar em 5,7%.

"Ainda é a lei da oferta e da procura. A demanda por imóveis ainda é grande, e a oferta de crédito também. Neste ano, deve haver um maior equilíbrio entre a oferta e a procura, o que influencia os preços. Em 2013, houve muitos lançamentos. Neste ano, os lançamentos continuarão a ocorrer. Assim, há essa tendência para um maior equilíbrio, mas esse equilíbrio não será atingido neste ano", avalia o vice-presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Ceará (Sinduscon-CE), André Montenegro.

Dezembro

Em dezembro do ano passado, o valor do metro quadrado variou 0,8% em Fortaleza, abaixo do verificado no mês anterior (1,9%). Com isso, o preço médio do metro quadrado dos imóveis prontos na Capital ficou em R$ 5.421, o sétimo mais caro do País, atrás de Rio de Janeiro (R$ 9.937), Brasília (R$ 8.670), São Paulo (R$ 7.815), Niterói (R$ 7.088), Recife (R$ 5.804) e Belo Horizonte (R$ 5.426).

Abaixo de Fortaleza, aparecem: São Caetano do Sul (R$ 5.272), Florianópolis (R$ 5.175), Curitiba (R$ 5.067), Porto Alegre (R$4.843), Santo André (R$ 4.564), Vitória (R$ 4.494), Salvador (R$ 4.408), São Bernardo do Campo (R$ 4.302) e Vila Velha (R$ 3.820). Conforme o estudo, a média do preço no País foi R$ 7.303.

Novos x usados

Além dos imóveis novos, cujo mercado segue bastante aquecido, André Montenegro ressalta que os imóveis usados também continuam em alta.

"A procura por imóveis novos e usados está muito aquecida. O imóvel usado ainda é um pouco mais barato, mas continua se valorizando. Além disso, houve a ascensão de classes sociais e muitas pessoas estão comprando imóveis novos e vendendo seu imóvel antigo. Assim, tanto o mercado de imóveis novos quanto o de usados está muito aquecido. A procura está muito parecida", destaca.

Outras cidades

Conforme o Índice FipeZap, o menor aumento no preço médio do metro quadrado s foi registrado em Brasília, onde houve uma alta de 4,2% no ano passado, abaixo da estimativa da inflação para o período. Todas as outras cidades incluídas no índice tiveram alta acima da inflação em 2013, com taxas variando entre 9,5%, em São Bernardo do Campo, e 37,3%, em Curitiba.

Em São Paulo, o aumento foi de 13,9% no ano, inferior ao registrado em 2012 (15,8%). No Rio de Janeiro, a alta foi de 15,2% em 2013, variação praticamente igual à de 2012 (15%).

Vendas de material de construção batem recorde

São Paulo
. As vendas de material de construção cresceram 4,4% em 2013 e somaram R$ 57,42 bilhões, informou ontem a Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção). O valor é o maior já registrado, mas ficou abaixo da previsão do setor.

No acumulado do ano passado, as vendas de material de construção somaram R$ 57,42 bilhões, de acordo com a Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco) FOTO: HONÓRIO BARBOSA

A estimativa da entidade durante o ano era que as vendas crescessem 6,5% em 2013. Em setembro, em razão de desempenho menor do que o esperado, a estimativa para o ano foi revisada para 4,5%.

Em dezembro, as vendas foram estáveis na comparação com novembro. No levantamento por regiões, os destaques foram o Nordeste e o Norte, onde 58% e 55% das lojas registraram crescimento no mês, seguidos pelo Sudeste (43%), Sul (42%) e Centro-Oeste (31%).

Em relação a dezembro de 2012, houve alta de 1,5% nas vendas, considerando todo o país. A pesquisa foi realizada com 530 revendedores das cinco regiões do Brasil.

Para 2014, o presidente da Anamaco, Cláudio Conz, estima elevação de 7,2% nas vendas. Segundo ele, as obras para a Copa do Mundo devem manter o setor aquecido no primeiro semestre. Além disso, ele diz que, nos dias de jogo do Brasil, antes e depois da partida, o movimento nas lojas é tradicionalmente melhor que os dias normais.


Fonte: Jornal Diário do Nordeste

Publicado em 07/01/2014

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