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Imóvel próprio: 5 coisas essenciais para levar em conta antes de comprar uma casa

Veja qual o melhor momento da vida para realizar a tão sonhada compra do imóvel próprio.


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Comprar um imóvel é encarado por muitos brasileiros como a realização de um sonho e, por outros, como uma chance de investimento. No entanto, mesmo em grandes oportunidades é importante deixar a emoção e a ansiedade de lado e pensar racionalmente para fazer a melhor escolha.

Arthur Vieira de Morais, especialista em fundos imobiliários e professor do InfoMoney Educação, diz que na maioria das vezes o aluguel é mais vantajoso financeiramente do que a casa própria.

“O aluguel traz mobilidade, em poucos anos toda a estrutura de uma família pode mudar, casais podem ter filhos, e pode ser necessário se mudar para um apartamento maior, por exemplo”, comenta Arthur. “Além disso, no começo de carreira costumamos estar abertos para propostas de emprego em outra cidade ou país. Então a mobilidade é uma grande vantagem.”

Para o especialista, o melhor momento para se comprar um imóvel é quando as pessoas entenderem que estão bem estabelecidas na carreira e na vida pessoal. O Infomoney reuniu dicas do professor e do consultor jurídico imobiliário Marcos Novais com os principais fatores a levar em conta antes de realizar o sonho da casa própria:

  • 1. Conheça todas as despesas

“Além do preço do imóvel, há o valor da imobiliária, pagamento de impostos, despesas de escritório e do cartório de registro, por exemplo”, explica Novais.

Segundo ele, na aquisição de um apartamento de até R$ 700 mil na cidade de São Paulo, mais de R$ 27 mil seriam gastos apenas com estes itens, sem levar em conta comissão do corretor ou da imobiliária com assessoria jurídica.

Morais completa que prédios muito antigos podem demandar reformas grandes e custosas, como trocar o elevador, pintar a fachada. Da mesma forma, prédios mais novos, comprados na planta, demandam uma série de gastos, como jardim e móveis para os ambientes de convivência. Tudo isso encarece o condomínio. “O melhor é escolher um prédio já pronto e não muito antigo.”

2. Atente-se para a localização

Além visitar o imóvel acompanhado pelo corretor, é importante visitar a região em que ele está localizado em dias e horários diferentes. Isso traz uma dimensão de como é o território.

“Costumo sempre citar o exemplo de dois casos que tive, um da feira livre e outro do buffet aos fundos do prédio, que foram descobertos apenas depois da mudança dos meus clientes, imagine a dor de cabeça", comenta Marcos Novais.

Além disso, alguns aspectos da região podem deixar o imóvel mais caro, mas o custo benefício maior. Morais dá algumas dicas: “é importante ter uma estação de metrô perto, mas não na mesma rua. A movimentação e bagunça podem se tornar um inconveniente.Também é valorizada a presença de shoppings, boas escolas, praças e clubes nas redondezas.

3. Conheça os impostos envolvidos

Na aquisição de um imóvel é cobrado o Imposto de Transmissão de Bens e Imóveis (ITBI) pela prefeitura da cidade à qual ele pertence. A alíquota varia de acordo com a legislação própria de cada lugar, mas normalmente é entre 2% e 3% do valor pago pelo bem.

Além disso, segundo Marcos Novaes, alguns municípios avaliam os imóveis com valores maiores para poderem arrecadar mais com este imposto. “Por isso, antes de pagar o ITBI é importante buscar auxílio jurídico para fazer a redução do valor.”

4. Considere contratar uma consultoria jurídica e imobiliária

“Errar na compra de um imóvel custa muito caro. O processo de comprar e vender demora muito e envolve uma série de gastos. Procurar uma consultoria ou imobiliária é um custo que não vale a pena economizar”, comenta Artur Morais.

Principalmente se o imóvel for antigo, um aconselhamento jurídico traz mais segurança na hora de fazer a verificação e organizar os documentos necessários.

5. Respeite a planta da construtora

Mesmo que você já esteja com a vida estabelecida na hora da compra, é importante ter a ciência de que ela pode mudar. Pensando nisso, Morais aconselha não realizar grandes mudanças na estrutura de um imóvel, como por exemplo juntar dois apartamentos de 60m² para fazer um de 120m².

“Se você precisar vender o imóvel depois, essas mudanças estruturais tornam o processo ainda mais difícil. A construtora pensou neste apartamento levando em conta a característica do bairro e o perfil dos moradores do condomínio.”

Em um prédio no qual todos os apartamentos têm apenas um dormitório, os moradores provavelmente não têm filhos e dão festas à noite. Podem se incomodar com o barulho de crianças. “Mudanças na estrutura podem confundir o perfil dos residentes.”

Fonte: Especiais Infomoney